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1º Campeonato Brasileiro de Longboard na Pororoca
Foi encerrado neste domingo de Páscoa.

Arari-MA

Neste domingo de Páscoa, 08 de abril, encerrou-se o 1º Campeonato de Longboard na Pororoca, nas ondas de maré do Rio Mearim, município de Arari, no Maranhão.

Contando com a presença das principais estrelas dos pranchões brasileiros e com a nata dos caçadores de pororoca em atuação no país a competição teve como grande vencedor o baiano radicado em São Paulo, Carlos Bahia.

Na grande final, Bahia teve de superar seu adversário Rodrigo Mulinha, que durante todo o evento surfou o fenômeno com muita intimidade arrancando elogios de surfistas acostumados a pegar essa onda a mais de 15 anos, desde quando os paraenses Noélio Sobrinho e Gilvandro de Almeida fizeram o primeiro surf na pororoca de que se tem notícia em rios brasileiros.

Contudo, Mulinha não conseguiu repetir as atuações que o conduziram à final e ele acabou tendo de se contentar com a segunda colocação.

Já Carlos Bahia, esse comemorou muito e disse que o título foi uma vitória da estratégia. Segundo ele, como nunca tinha surfado o fenômeno da pororoca, optou por fazer linha de surf conservadora, sem arriscar muito, já que nesse tipo de competição o atleta só tem uma chance e cair da prancha significa fim da linha.

“Pra mim, o simples fato de ter sido convidado para esse evento já foi uma grande honra. E vencer então, foi muito legal. Estou impressionado com o potencial dessas ondas. Eu não imaginava que entraria em um rio e pegaria ondas tão longas e perfeitas. Parabéns para todos os envolvidos na organização dessa prova e já estou ansioso para voltar e surfar novamente essas ondas”, declarou Carlos Bahia durante a cerimônia de entrega da premiação.

Na terceira colocação ficaram os atletas Phill Rajzman-RJ e Gilvandro de Almeida-PA, que apesar de não terem avançado às finais, também deram show de surf.

Para Phill, o evento serviu para desmistificar muita coisa a respeito do fenômeno. Segundo ele próprio explicou, apesar de já ter surfado uma outra pororoca no final da década de 1990, as ondas não estavam tão poderosas quanto nesse evento e agora sim, ele poderia dizer que tinha surfado a pororoca.

Para o pioneiro do surf na pororoca Gilvandro de Almeida, o evento foi um sucesso e apesar de ter terminado em terceiro, comemorou muito o resultado:

“Estive com o Noélio na primeira expedição que desbravou a pororoca, há quase vinte anos atrás e hoje, ver tudo isso e ter a oportunidade de competir com verdadeiros ídolos do surf brasileiro, por si só já é uma grande vitória”, declarou Gilvandro.

Completando a galeria de campeões os cearenses Marcelo Bibita e Geraldo Lemos, e os maranhenses Vinícius “Cabocão” Gomes e Marcelo Piu-Piu, terminaram a competição com a quinta colocação.

Para os organizadores da competição, apesar do acidente que resultou no naufrágio de duas lanchas voadeiras e a perda de muito equipamento da imprensa, o evento foi um sucesso.

“A excelente qualidade das ondas e dos competidores mostrou mais uma vez que as ondas de maré têm um potencial muito grande a ser explorado. Felizmente, todos saíram ilesos do episódio das lanchas que viraram e o prejuízo foi apenas material. Pororoca é isso. É adrenalina, aventura, emoção e muito surf!”, afirmou Noélio Sobrinho, Presidente da ABRASPO, Associassão Brasileira de Surf na Pororoca.

RESUMO DO EVENTO

Na quinta-feira, 05 de abril, o município de Arari-MA recebeu com festa os atletas que fizeram parte do inédito Campeonato Brasileiro do Surf na Pororoca.

O primeiro momento desse grande encontro se deu à noite, em um jantar oferecido pela organização do evento para que atletas, comissão técnica e os profissionais da imprensa interagissem de forma natural e espontânea.

Em clima de confraternização todos os presentes foram saudados pelos Presidentes das duas entidades responsáveis pela competição, a ABRASPO - Associação Brasileira de Surf na Pororoca e a ASPM – Associação de Surf da Pororoca do Maranhão, Noélio Sobrinho e Jerônimo Júnior, respectivamente. Muitas histórias, lendas, causos e brincadeiras marcaram esse encontro inicial.

Em seguida, todos se dirigiram para o Hotel Portal do Mearim, onde teve início a reunião com os atletas e sorteio das baterias. Após uma breve apresentação entre os presentes, Noélio Sobrinho agradeceu o empenho e a seriedade com que atletas e colaboradores atenderam ao convite da organização, enfatizando que a competição deveria ser pautada pelo espírito de fair play entre os participantes. Ele ainda ressaltou a importância desse evento histórico, não somente para o município sede da competição, que tem no surf um de seus principais atrativos turísticos, mas também para o longboard, que entrou oficialmente no calendário de eventos da ABRASPO.

Jerônimo Júnior deu sequência ao briefing explicando que a sexta-feira, 06/04, seria dedicada ao reconhecimento dos elementos e da dinâmica de um ataque à pororoca, sobretudo para aqueles que nunca haviam surfado em ondas de maré. Os competidores seriam apresentados aos pilotos que iriam conduzi-los às bancadas e simulariam o ataque criando condições para que cada um traçasse sua própria estratégia para a competição que seria realizada nos dias 07 e 08 de abril, Sábado de Aleluia e Domingo da Páscoa. Após as explicações foi feito o sorteio das baterias que ficaram da seguinte maneira:

Baterias da 1ª Fase da competição

1ª Danilo Rodrigo-SP e Marcelo Bibita-CE

2ª Phill Rajzman-RJ e Geraldo Lemos-CE

3ª Vinícius Gomes-MA e Gilvandro Almeida-PA

4ª Carlos Bahia-SP e Marcelo Piu-Piu-MA

SÁBADO, 07 de abril

A fúria da Pororoca

Pororoca batiza participantes do 1º Campeonato Brasileiro de Longboard na Pororoca

Ondas enormes, susto, naufrágio e perda de muito equipamento marcam o primeiro dia do Brasileiro de Longboard na Pororoca

O primeiro dia de competição do inédito evento foi marcado pela descoberta de novas bancadas, ondas de mais de 2m e um acidente que quase compromete a logística da competição.

A ação começou por volta das 4:30h da madrugada. Quando os competidores e a comissão técnica chegaram ao local da concentração o Astro Rei ainda não tinha irrompido o horizonte e antes mesmo do sol raiar as três lanchas voadeiras e os três Jet skis já estavam em direção à pororoca.

Após seguirmos por cerca de meia hora rio acima avistamos a pororoca, que nesse momento estava com cerca de 2m de altura e vinha engolindo tudo que estivesse à sua frente. Foi uma cena épica. A espuma da onda parecia um tsunami impiedoso. Nessa hora já vinham na onda o Carlos Bahia-SP e o Marcelo Piu Piu-MA em uma bateria entre um especialista em pororoca e um campeão brasileiro.

Depois foi a vez de Marcelo Bibita-CE enfrentar Danilo Rodrigo-SP e Gilvandro Almeida-PA duelar com Vinícius “Cabocão” Gomes-MA. Os quatro dividiram a mesma onda e deram um verdadeiro show de surf com batidas, cut-back e rasgadas. Destaque para Mulinha, que inclusive ensaiou um tubo em uma direita na bancada do Corredor da Morte.

Desse confronto inicial, os vencedores foram Carlos Bahia, Mulinha e Gilvandro. Phil Rajzman só precisou ficar de pé na sua prancha para garantir a vaga na semifinal já que seu adversário, o cearense Geraldo Lemos, não conseguiu entrar na onda.

Apesar do show de surf proporcionado pelos competidores, o sábado ficou marcado pelo acidente que levou a pique duas das três lanchas da organização. Após as baterias das quartas-de-final, enquanto os pilotos se preparavam para iniciar os resgates para encerrar o dia de competição, as lanchas onde se encontravam os repórteres, cinegrafistas e fotógrafos foram surpreendidas por uma súbita diminuição do volume da água do leito do rio. Nesse momento as lanchas encalharam e foram engolidas por uma onda de cerca de 2m de tamanho. Apesar do pânico criado pela situação e da perda de todo o equipamento que estava em poder dos profissionais, fomos resgatados para a margem do rio pela terceira lancha que também recuperou as outras duas lanchas que haviam naufragado. Por incrível que parece, uma das lanchas, depois de ser retirada do leito do rio, voltou funcionar e o evento de ser encerrado no domingo.

Domingo de Páscoa, dia da grande final

Depois do susto todos ficaram um pouco ressabiados, apesar de Noélio Sobrinho explicar que em mais de 100 pororocas surfadas esse era o segundo acidente dessa natureza que ele presenciara.

Mas, como diz o ditado, o espetáculo não pode parar, no domingo todos os semifinalistas estavam pontualmente às 4:30h na localidade chamada Curral da Igreja preparando o último ataque à pororoca do Mearim daquele evento.

Na primeira semifinal Carlos Bahia despachou Phill Rajzman e em seguida foi a vez de Danilo Rodrigo mandar pra casa o veterano de pororocas, Gilvandro de Almeida.

Na grande final, disputada na bancada do Retão do Testa, Rodrigo Mulinha não conseguiu um bom posicionamento e acabou perdendo a onda deixando o caminho livre para Carlos Bahia conquistar  o primeiro título de Campeão Brasileiro de Longboard na Pororoca da história do surf Brasileiro.

PRÓXIMAS PARADAS

Agora, o circo do surf na pororoca promovido pela ABRASPO, se prepara para aporta ao Estado do Amapá entre os dias 19 e 24 de abril para a 1ª etapa do Circuito Brasileiro de Surf Masculino, evento que marcará o retorno do incentivo do Estado do Amapá ao cenário oficial do surf nas ondas de maré, que começou com a família Capiberibe no final dos anos 90 e início dos anos 2000 e prometeque agora recomeça com o Governador Camilo Capiberibe, para reviver os momentos áureos do surf na pororoca no Amapá.

05 a 08 de maio: Festival da Pororoca com a 2ª etapa do Brasileiro de Surf. Na ocasião a Casa de Shows Trapiche estará levando até Arari nada menos que o grupo Cidade Negra, do vocalista Tony Garrido, que afirmou fazer questão de surfar na pororoca junto com os atletas.

O 1º Campeonato Brasileiro de Longboard na Pororoca conta com o Patrocínio do Governo do Estado do Maranhão, através da SEDEL-Secretaria do Desporto e Lazer e Prefeitura Municipal de Arari. Apoio: Sandálias Cok Piti.

CNPJ: 11.386.233/0001-90
+55 85 9685.1000
+55 85 9121.4613
+55 85 8762.1363

Por: Por George Noronha JP-MTb: 2808/Ce W. Noronha Comunicação Ltda. em 09/04/2012hs
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