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Meio Ambiente
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Foto: Francisco Chagas
SOS Ponte metálica
SOS Ponte Metálica
Vamos salvar o pico

A "Ponte Metálica", como também é conhecida a "Ponte dos Ingleses", possui ondas de excelente qualidade para a prática do esporte denominado "surf" ou surfe. Apesar de outras obras estruturais, algumas de passado recente, na orla de nossa Cidade e do Porto do Mucuripe, diferentemente ao "sofregamento" vivenciado nas praias da "Beira-Mar" ao longo dos tempos, aquela onda ainda se mantém proporcionando qualidade à referida prática esportiva, além do divertimento e lazer para várias pessoas que se deliciam e se impressionam ao verem bem de perto as expressivas manobras ali executadas nas ondas pelos surfistas, sem se deixar de lado do concomitante, belo e contemplativo por do sol que ali ocorre, notoriamente a atrair a potencial visita não só de cearenses, mas de turistas de vários recantos ao local. Não resta dúvida, pois, de que a junção de todos os projetos de revitalização da Praia de Iracema, e principalmente do Acquario Ceará aos mencionados predicados NATURAIS somente adviria a enriquecer aos olhos de todos, de modo a que disso possamos, desde já, conjecturar uma perfeita "simbiose" entre as ricas infinidades de atrações do projetado Acquario, a conviver com o mar, logo em frente, o sol, a prática esportiva (surf), a natural fauna marinha e os seres humanos.

Bem a propósito disso, vale o registro de que botos e tartarugas marinhas, de variados tamanhos e idades, apesar dos pesares, ainda habitam de maneira perene nas bancadas naturais de pedra da "Ponte dos Ingleses", cujas pedras, berço de resistente vegetação marinha e com visível formação de corais - apesar da degradante poluição das águas, por esgotos -, propiciam, ao mesmo tempo, alimentos aos peixes e demais animais marinhos, contribuindo assim à manutenção de um ecossistema que luta por seu equilíbrio e, por outro lado, dando-se oportunidades à rotineira prática de pesca de subsistência e de lazer.

Além do mais, não se pode perder de vista que é exatamente a aludida bancada de pedras (fundo marinho natural) que enseja a boa formação de ondas, sobretudo quando da aproximação em nossa costa das ondulações direcionadas de nordeste, norte e noroeste, perdurando em média 06 (seis) meses ao ano, portanto, a fazer a alegria e lazer de uma infinidade de pessoas que para lá acorrem desde priscas eras.

A nota triste de tudo isso é que, lamentavelmente, encontra-se em pleno andamento obras de aterramento marinho naquele palco natural e nas suas imediações, em dano ambiental que se opera à fauna e flora marinha, além do patente prejuízo que se avizinha aos demais benefícios de esporte e lazer, acima destacados. Acredito, sinceramente, que o povo cearense ganharia mais se o tal aterramento fosse imediatamente extirpado da projetada infraestrutura para a construção do Acquario e/ou pretexto de "revitalização" da Praia de Iracema, tanto para que se evitem os malsinados danos ambientais, como obstar prejuízos ao bem comum (esporte, lazer, etc...).

É que, ao que se dimensiona do citado projeto, a tarefa de tal "aterramento" serviria de um pretenso e de todo equivocado desejo de se criar uma significativa margem de areia (praia), que se afiguraria de mero e desnecessário "aforseamento", o qual jamais se poderia comparar aos outros encantos e belezas naturais, ali já existentes e d'antes elencados. Data maxima venia, o conjuntural erro de projeto, em liça, caso se insista na continuidade do predito "aterramento", acarretará desastrosas consequências.

Para "proteção" do "calçadão" do Acquario ante ao latente efeito das ondas, aqui conhecido por “ressacas do mar”, tem-se que a módicos preços e, por conseguinte, em imensa redução de custos do DINHEIRO PÚBLICO, por exemplo, bastaria apenas alargar em poucos metros a margem dos "molhes" de pedras já assentes do local, cuja "reforma" evitaria, ou, pelo menos, em muito minimizaria, os danos e percalços aos usuários, afastando a inevitável matança da fauna marinha, sobretudo de tartarugas e peixes, por outra banda, mantendo-se a atividade de pesca e a manutenção das ondulações e suas arrebentações de ondas, para contentamento de todos.

Fico feliz pensar, de melhor sorte, possibilidade do turista e/ou visitante e/ou estudante, ao deixar os domínios do Acquario, logo ali, ainda sob os efeitos do deslumbre e dos ensinamentos vivenciados, dirigir-se para cima da "Ponte dos Ingleses" e ser brindado com um por do sol, laureado por aparições de botos e tartarugas nas águas do mar, em meio à "festa" dos surfistas "riscando" aquelas ondas com suas belas pranchas. Seria apoteótico e, em tudo, casaria o "Mundo Marinho Artificial" (Acquario) com o que de "Natural do Ceará", bem pertinho do verão, tem de melhor. Parece-me uma boa ideia. 
 

Por: André Barreira Rodrigues em 21/02/2012hs
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